Liberdade Religiosa e os Movimentos Sociais

Não raro, nós que estamos acompanhando os últimos movimentos do país, estamos vendo cartazes ostentando frases em favor da liberdade religiosa e de expressão.

Será que estamos perdendo nossa liberdade, ou o preço dela é esta vigilância? E não me refiro nesse momento às manifestações recentíssimas que chamaram a
atenção do mundo, mas a outras, não menos numerosas e não menos recentes, como a que foi promovida por religiosos em Brasília no dia 05 de junho, pró-família, pró-liberdade de expressão e pró-liberdade religiosa com mais de 30.000 pessoas.

Quantos assistiram pela TV NOVO TEMPO ou foram assistir pessoalmente o Festival Mundial de Liberdade Religiosa no dia 25 de maio deste ano, num dos mais significativos e emblemáticos pontos da cidade de São Paulo, o Vale do Anhangabaú, local onde acontecem grandes eventos e shows da cidade? Você sabia que lá havia mais de 30.000 pessoas também celebrando e vigiando a liberdade religiosa?

Já parou para pensar porque recentemente se fala tanto sobre esse assunto? É preciso pensar sobre isso. O que seria viver sem esta nota tônica a soar? A LIBERDADE DE CRENÇA E DE RELIGIÃO? Nesse exato momento, milhares de pessoas em mais de 30 países do mundo estão sofrendo a dor das restrições religiosas e, muitos não podem deixar suas casas livremente para se dirigirem a um local de culto e cultuarem a sua divindade. Apenas quem sofre ou já sofreu alguma espécie de intolerância religiosa, por menor que seja, como “pequenos” insultos à sua religião, pode entender bem o que estou dizendo.

Há poucos dias, a mídia noticiou que um jovem foi prestar um concurso vestibular em uma das maiores Universidades do Brasil e foi obrigado a retirar o turbante que usa como parte de uma obrigação religiosa, e mais, foi constrangido a não ir ao banheiro durante a prova e a esperar que todo o prédio fosse evacuado para deixar o local, numa clara forma de intolerância religiosa.

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