SP celebra Campanha Quebrando o Silêncio pela primeira vez no calendário oficial

Neste sábado, 22 de agosto, o Estado de São Paulo celebra pela primeira vez em seu calendário oficial o Dia da Campanha Quebrando o Silêncio, com o objetivo de educar e prevenir contra a violência doméstica e familiar. A campanha é uma iniciativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, promovida desde 2002 em oito países da América do Sul, sempre no quarto mês de agosto, com ações de conscientização social sobre este tema para reforçar a importância da denúncia para combater os atos de abuso e agressão domésticos e o quanto este ato pode salvar vidas.

A cruzada em prol de coibir esse tipo de crime entrou para o calendário do Estado em outubro de 2019, a partir de uma propositura da advogada e deputada estadual Dra. Damaris Moura (PSDB), sancionada pelo governador com a Lei 17.186/2019. “A legislatura representa o fortalecimento de uma campanha de utilidade pública, que tem por objetivo resgatar e preservar a dignidade humana de nossas crianças, mulheres e idosos, conscientizando sociedade, governo, família e entidades sobre a importância da denúncia e do apoio às vítimas destas violências”, descreve a deputada.

A campanha Quebrando o Silêncio chega ao Estado em um momento crucial, quando a violência doméstica – sobretudo, contra a mulher – registra uma explosão de novos casos. Somente no Estado de São Paulo, o número de feminicídios aumentou 41% desde o início da pandemia, segundo dados do Fórum de Segurança Pública. Isso sem falar de outros tipos de crimes, como estupro, maus tratos, lesões corporais, invasão de domicílio, calúnia, difamação e danos morais e patrimoniais, que tiveram 20.112 registros no mês de junho, conforme a Secretaria de Segurança Pública.

“Precisamos quebrar o silêncio e a cortina de fumaça que acoberta esses crimes horrendos contra vulneráveis. Embora estejamos recolhidos e distantes fisicamente, estaremos juntos virtualmente, em diversos canais, atualizando e informando a população, o governo e as famílias sobre a importância de preservar a dignidade humana”, destaca Damaris Moura, que atua como voluntária neste tema há mais de 15 anos.

 

Informações para a imprensa:

Fernando M. Torres

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